Cacau cai 8% na bolsa de Nova York com demanda global enfraquecida
Cotação está nos menores patamares desde janeiro de 2024
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| Cacau produzido na região sul da Bahia. |
Gabriella Weiss, da CNN Brasil - Os contratos futuros de cacau fecharam em forte queda na bolsa de Nova York nesta terça-feira (20). A cotação recuou 8,33% nos papeis para março, para US$ 4.653 por tonelada, nos menores patamares desde janeiro de 2024.
A retração dos preços ocorre em meio a sinais de demanda global enfraquecida. Para o mercado, um dos principais termômetros do consumo de cacau é a moagem, ou seja, o processo industrial que transforma o grão em manteiga, pó e licor usados na fabricação de chocolate. Quando os volumes moídos diminuem, isso indica que a indústria está comprando menos matéria-prima, geralmente por consumo mais fraco ou estoques elevados.
Dados recentes sobre a moagem de cacau na Europa indicaram menor consumo do produto e reduziram as expectativas de recuperação no curto prazo. Informações mais recentes mostram que a moagem também recuou em outras regiões, reforçando a percepção de desaceleração da demanda mundial.
Ao mesmo tempo, fatores ligados à oferta contribuem para a pressão sobre os preços. Condições climáticas favoráveis na África Ocidental, principal região produtora, devem resultar em uma colheita maior entre fevereiro e março na Costa do Marfim e em Gana, ampliando a oferta, pontua a consultoria Barchart.
Também há registros de acúmulo de grãos nos portos da Costa do Marfim, maior produtor global. O excedente está associado à limitação de licenças governamentais de exportação e à fixação de preços elevados ao produtor nesta safra, o que incentivou a entrada de cacau de países vizinhos, como Gana, Libéria e Guiné, aponta a Trading Economics. Entre 12 e 18 de janeiro, as entregas aos portos somaram 37 mil toneladas, acima das 34 mil toneladas registradas na mesma semana da safra anterior.

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