O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI
Revista IHU acesse aqui a nova edição Editorial Foto: Anthony Crider | Wikimédia Commons Em sua escuta na clínica psicanalítica, Sigmund Freud tinha acesso a um observatório privilegiado não apenas para estudar a psique humana, mas também para refletir acerca da “formação subjetiva do poder naquele momento de crise do mundo liberal clássico”, argumenta o psicanalista político Tales Ab’saber. Olhando para os fenômenos sociais em curso, quando escreve Psicologia de massas e análise do eu, em 1921, Freud analisava os construtos psíquicos que reverberavam em comportamentos subjetivos e também sociais, como a adesão a líderes fascistas como Hitler e Mussolini, cujo poder de hipnotismo irracional segue reverberando em pleno século XXI na personificação de presidentes como Bolsonaro, Trump e Orbán. Para que a experiência de conversão à liderança de figuras históricas nas décadas de 1930 e 1940 funcionasse, assim como em nosso tempo continue a operar com sucesso, uma tríade de elemen...