Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas.
Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder. A corrida presidencial de 2026 entra em uma fase de ebulição com a consolidação de Flávio Bolsonaro como o herdeiro direto do capital político de seu pai, Jair Bolsonaro . Pesquisas divulgadas em abril de 2026, da Quaest e Datafolha, indicam um cenário de empate técnico no segundo turno, com o senador numericamente à frente do presidente Lula. O governo federal enfrenta um desgaste acentuado pela percepção econômica negativa, onde 50% dos brasileiros sentem uma piora no custo de vida, refletindo um eleitorado cético diante dos indicadores oficiais positivos que não chegam ao cidadão comum. “Isso não é traduzido em um sentimento de pertencimento da população, pois grande parte dela está afastada, mesmo os que declaram apoio ao Lula – eles declaram apoio ao Lula movidos por esse cenário de ter medo do outro l...