Academia de Letras Jurídicas de Ilhéus empossa novos membros
ALJIL reafirma compromisso com a memória e a excelência do pensamento jurídico regional
A recém-criada Academia de Letras Jurídicas de Ilhéus realizou, na última sexta-feira, 8 de maio, uma solenidade marcada pela valorização da cultura jurídica, da memória institucional e da produção intelectual regional. O evento aconteceu no auditório da Faculdade de Ilhéus e oficializou a posse de nove novos acadêmicos da entidade. Tomaram posse os juristas e intelectuais Emanuelle Armande, Antonio Jorge Peltier Cajueiro, Marcos Bandeira, Martone Maciel, Cristina Adry, Lisdeilli Nobre, Catrine da Mata, Rafael Freire e Thyara Gonçalves, ampliando o quadro da Academia, que reúne magistrados, advogados, promotores, professores universitários, pesquisadores, autores e demais profissionais do Direito reconhecidos pelo notável saber jurídico.
A cerimônia foi presidida pelo professor e jurista Paulo Sérgio dos Santos Bomfim, tendo como mestre de cerimônia o jornalista José Carlinhos. Também compuseram a mesa de honra o secretário da Academia, Marcos Flávio Rhem da Silva; Jackson Cupertino, presidente da OAB Subseção Ilhéus,; Jane Hilda Mendonça Badaró, representante da Academia de Letras de Ilhéus, além de Josanne Francisca Morais Bezerra, representando a Academia Grapiúna de Artes e Letras, e Flávia Falcão Gordilho, representando a Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia.
Durante seu pronunciamento, Paulo Sérgio Bomfim destacou o simbolismo histórico da criação da Academia e sua relação direta com a tradição do ensino jurídico na região sul da Bahia. Segundo ele, a instituição “nasceu inspirada em um ideal profundamente enraizado na história de Ilhéus e do sul da Bahia”, em referência à criação da primeira Faculdade de Direito de Ilhéus, autorizada em 1960 e integrada posteriormente à antiga FESPI e depois UESC, marco fundamental da formação jurídica regional. A partir dai, hoje existem outros cursos de Direito muito bem avaliados na região sul baiana.
O presidente da ALJIL afirmou ainda que a posse transcende a formalidade institucional, representando “um ato de continuidade histórica, de compromisso intelectual e de responsabilidade cultural”, reforçando a missão da Academia de fomentar, preservar e valorizar as letras jurídicas na região.
Homenagem à memória jurídica regional
Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi o discurso do acadêmico recém-empossado Marcos Bandeira, que ocupa a cadeira nº 19 e prestou homenagem ao patrono Amilton Ignácio de Castro, considerado um dos grandes responsáveis pela consolidação da identidade jurídica grapiúna.
Em um pronunciamento de forte carga histórica e emocional, Marcos Bandeira relembrou a trajetória de Amilton Ignácio de Castro como advogado, professor, escritor, vereador e fundador da antiga Faculdade Católica de Direito de Ilhéus. Destacou ainda a influência intelectual do homenageado sobre diversas gerações de estudantes e profissionais do Direito no sul da Bahia.
O novo acadêmico também ressaltou a importância da construção de uma identidade jurídica própria da região, evocando desde a criação dos primeiros cursos jurídicos do Brasil, em 1827, até a consolidação do ensino jurídico em Ilhéus. Em um dos trechos mais aplaudidos da noite, trouxe palavras ditas pelo patrono homenageado Amilton Ignácio de Castro de que “a ética se há de constituir, para nós, (profissionais do Direito), numa preocupação idêntica à de justiça, porque vivem lado a lado”.
Academia consolida espaço de produção intelectual
Fundada oficialmente em março de 2024, a Academia de Letras Jurídicas de Ilhéus possui 40 cadeiras simbólicas, cada uma vinculada a patronos e patronesses, profissionais de destaque na história jurídica regional, que já não se encontram entre nós, e deixaram marcas e saudades. Conforme o estatuto da entidade, o título acadêmico possui caráter perpétuo após a posse.
A diretoria fundadora é presidida por Paulo Sérgio dos Santos Bomfim e conta ainda com nomes como Carlos Alberto Medauar Reis, Josevandro Raymundo Ferreira Nascimento, Marcos Flávio Rhem da Silva e Deusdete Machado de Sena Filho, tendo como demais membros fundadores, empossados durante a instalação da ALJI, Valtércio Ronaldo de Oliveira, Helvécio Giudice de Argôllo, Cléber Roriz Ferreira, Antônio Carlos de Souza Hygino, Guilhardes de Jesus Júnior, Jane Hilda Mendonça Badaró , Luiz Carlos Vasconcelos, Jackson Cupertino, Nájara Cristina Sena Gomes, Fábio Santos, Rubem Paulo de Carvalho Patury Filho, Luiz Carlos do Nascimento, Otávio Augustus do Carmo, Caroline Bráulio de Carvalho Sá, José Ricardo Chagas, Rodrigo Rocha Cardoso, Lara Kauark Gilliard, Pedro Germano dos Anjos, George Andrade do Nascimento Júnior e Fabiana Valéria Ribeiro Teixeira, Nilton César Gomes dos Santos, Joilson Leopoldino Vasconcelos Júnior.
Segundo o presidente da instituição, esta foi a segunda sessão solene de posse promovida pela Academia. Uma terceira solenidade deverá ser realizada futuramente para recepcionar outros membros já eleitos que não puderam participar desta cerimônia.
Encerrando a solenidade, Paulo Sérgio Bomfim reafirmou a vocação da entidade como espaço permanente de reflexão crítica, diálogo interdisciplinar e valorização da cultura jurídica regional. “A Academia de Letras Jurídicas de Ilhéus seguirá sendo um espaço de excelência, inspirado pelo passado, comprometido com o presente e responsável pela construção do futuro”, declarou.
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